COMO MANDAR SEUS FILHOS PARA O INFERNO PROVÉRBIOS 22.6 (3) – Steve M. Schissel

1. Crie seu filho para buscar seu próprio caminho

Ignore com todo o seu coração o que J. C. Ryle aconselha em The Duties of Parents (Os Deveres dos Pais):

Se você for educar seus filhos corretamente, então, em primeiro lugar, eduque-os no caminho em que devem andar e não no caminho em que eles escolheriam. Lembre-se:  crianças nascem com uma inclinação decidida para o erro, e portanto, se você permitir que escolham por si mesmas, elas certamente escolherão errado”.

A mãe não pode dizer que seu frágil infante será ao crescer: alto ou baixo, fraco ou forte, sábio ou tolo; ele pode ser qualquer uma destas coisas ou nenhuma delas, pois elas são incertas. Mas uma coisa a mãe pode dizer com certeza: ele terá um coração corrupto e pecador. É natural para nós portar-nos mal. “A estultícia”, diz Salomão, “está ligada ao coração da criança” (Pv 22.15). “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29.15). Nossos corações são como a terra que pisamos; deixe-a abandonada e certamente produzirá ervas daninhas.

Se então, você for lidar de modo sábio com seu filho, não deve deixá-lo sujeito à sua própria vontade. Pense por ele, julgue por ele, aja por ele, do mesmo modo que você faria por uma pessoa fraca e cega; mas, pelo amor de Deus, não o entregue aos seus próprios gostos e inclinações voluntariosos. Não devem ser suas preferências e desejos que são consultados. Ele ainda não sabe o que é bom para sua mente e alma, mais do que o que é bom para seu corpo. Não o deixe decidir o que ele deve comer, o que ele deve beber, e como ele deve se vestir. Seja consistente, e lide com a mente dele da mesma maneira. Eduque-o no caminho bíblico e correto e não do jeito que ele imagina.

Se você não pode decidir-se a este primeiro princípio da educação cristã, é inútil continuar lendo. A vontade própria está perto de ser a primeira coisa que se manifesta na mente da criança, e precisa ser sua primeira resolução, resistir a ela.

Ignore este conselho se você for colocar seu filho rumo à destruição, e ao invés disto, ensine-lhe auto-estima positiva; ensine-o que o maior amor está dentro dele e que o mundo, de fato gira ao seu redor.

2. Nunca o discipline corporalmente

Os provérbios que sugerem punição corporal, são bárbaros e ultrapassados. Nós somos civilizados. Nós temos o Ano da Criança! Nós erguemos nossas consciências, não palmatórias!

Provérbios 13.24: “O que retém a vara odeia o seu filho; quem o ama, este o disciplina desde cedo” está errado. Ignore-o.

Provérbios 22.15: “A tolice está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”, também está errado. E esqueça Provérbios 23.13-14: “Não deixe a criança sem disciplina, porque, se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Você a castigará com a vara e livrará a alma dela do inferno”. Se você for tentado a discipliná-los corporalmente tente estas desculpas:

a) “Eu apanhei quando criança e não quero bater nos meus filhos”. Claro, que é o mesmo que dizer “Minha mãe era gorda, por isso não alimento meus filhos”;

b) “É contra a lei”;

c) “Minha sogra não gosta disso”.

Seja criativo e pense em outras desculpas; você achará fácil criá-las.

Quase tão proveitoso quanto nunca discipliná-los é:

3. Discipliná-los corporalmente insensata e/ou severamente

A correção bíblica é amorosa, firme e controlada.  Excesso de correção bíblica o conduziria à outra direção.

Esta é a favorita de muitos pais:

4. Nunca use a Escritura na correção

Nunca explique para seus filhos qual é a vontade de Deus sobre o assunto. Não tome Deuteronômio 6.4-6 literalmente.

5. Nunca admita que você está errado

Se você deseja que seus filhos cresçam descorteses e hostis, nunca os deixe vê-lo humilhado ou aceitando correção. Nunca lhes peça desculpas; nunca reprima seu orgulho.

6. Seja hipócrita

Essa é boa para lembrar. Ensine-os através de suas ações, que suas palavras não tem valor para você.

7. Instrua-os para escolher sua própria religião

Afinal, você não pode forçá-los a crer.

8. Não ore com eles e por eles, pública ou privadamente

Se você precisa de uma desculpa, lembre-se que eles acharam graça da primeira vez que você tentou. Normalmente isto é suficiente para fazê-lo desistir.

9. Evite cantar salmos e hinos com seus filhos

Mas se por alguma razão você achar que deve, nunca lhe explique o sentido.

10. Responda cada pergunta religiosa com “Porque nós sempre fizemos assim”.

Este é um dos meios mais eficazes de convence-los que o cristianismo é meramente uma tradição e não a Verdade.

11. Não os previna sobre a evolução ou outros mitos populares.

Não os informe sobre as heresias da história ou suas modernas interações. Não lhes fale nada sobre teologias antagônicas e o por que as igrejas ortodoxas as rejeitam.

12. Deixe-os expressarem-se de qualquer modo que escolherem, seja no seu jeito de vestir, no jeito que usam seu cabelo ou no seu linguajar.

As no novidades sempre devem ser seguidas. Se eles desejam tatuagens ou vários piercings, relaxe e aproveite. Não interfira. Afinal a vida é deles. E nunca olhe aquilo que eles leem. Eles têm direitos, você sabe. Você não lê os boletins da ACLU (União Americana para Liberdades Civis)?

13. Não os faça trabalhar por nada

O amor, apesar de tudo, deve ser incondicional, certo? Então, lhes dê tudo e não espere nada. (Isto é exatamente o que você obterá).

14. Desde a infância, use a linguagem simples ao falar com eles.

Não espere que alcancem a maturidade e eles satisfarão suas expectativas.

15. Não os abrace ou beije ou lhes faça cócegas, e seja muito parcimonioso com respeito a lhes dizer que os ama.

Evite por completo, se possível. Afinal, isto não é muito másculo.

16. Deixe-os mentir sem sofrer punição

Prove com isto que a verdade tem pouco valor em sua casa.

17. Deixe-os desperdiçar tempo, a esmo e sem propósito

Prive-os daquela ideia puritana que descansamos bem para trabalhar melhor. Tente incutir neles a moderna noção que trabalho existe a fim de custear nossa diversão nos fins de semana; damos duro para podermos “badalar”.

18.  Mantenha a TV sempre ligada, especialmente durante os comerciais

Este é o mais fácil e certo de guiar seus filhos para o inferno. Pense! Ela pode ser o terceiro (e o único realmente presente) “pai” delas, e sua melhor amiga. Duas horas na igreja aos domingos não terão um papel eficiente na formação do caráter delas, quando confrontadas com 25 horas de televisão. Todo absoluto, de qualquer fonte, será “relativizado” para sempre. A televisão tem sido a melhor amiga do diabo, então a deixe possuir a sala de estar e a cozinha também. Se possível, deixe-a ligada durante o jantar, assim ela pode reivindicar sozinha, o título de senhora e mediadora da verdade em sua casa.

CONCLUSÃO

Se você seguir estes 18 passos, há pouca dúvida que seu filho estará entre aquela população infernal.

Mas eu, particularmente, penso que você rejeitará toda essa horrenda insensatez acima, e se curvará a mais solene responsabilidade que Deus já lhe deu: Ser pai e mãe. Se Deus nos concede a aptidão de conduzir nossas crianças à perdição, porque alguém duvidaria que Ele nos dá a habilidade, a responsabilidade, na verdade o privilégio, de conduzi-los ao céu? Se nós seguirmos Seu método de criação de crianças da aliança, elas estarão entre a população celeste por toda a eternidade. Que incentivo à fidelidade!

A aliança continua por gerações, mas ela continua junto ao caminho da fidelidade não o da presunção. Nós temos incomparavelmente grandes e preciosas promessas da parte de Deus, bem como admoestações. Ele nos exorta que não fazer nada é a coisa errada. Ensine a criança nos seus próprios caminhos, e quando ela for velha, não se desviará dele. Mas Ele promete que fazer a coisa certa ocasionará uma colheita de promessas cumpridas. Ouça Deus meditando consigo mesmo concernente a seu amigo Abraão:

 “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça, o juízo, para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gn 18.19).

Essa promessa é para você e para seus filhos, e para tantos quantos o Senhor, nosso Deus, vier a chamar. É uma promessa com condições; que alegria é cumpri-las, visando a recompensa a que elas conduzem.

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