COMUNICAÇÃO NO CASAMENTO – EDILBERTO PEREIRA LUZ (3)

III. PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO

Em Efésios 5.33 Paulo nos oferece a receita para que o casal possa desenvolver bem seu relacionamento:

“Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido”.

Quando esse princípio for obedecido, O casamento será realmente feliz. O segredo para que o marido possa exercer bem a sua liderança e a mulher exercer com alegria a submissão, está numa boa comunicação. A comunicação é o segredo para que o casamento se desenvolva num ambiente de amor, paz e respeito mútuo.

Sendo tão importante, é normal que a comunicação tenha inimigos. Vamos analisar, nesta altura, alguns problemas que serão empecilhos à comunicação no lar:

a) Raiva

Wright define raiva de forma bem simples: “Uma forte emoção de desagrado” 9. Um dos motivos mais comuns para as pessoas sentirem raiva é o fato das coisas não andarem de acordo com a sua vontade. Isto significa que o fundamento da raiva é o egoísmo.

De acordo com a Palavra de Deus o homem irado é suscitador de contendas e sua ira pode influenciar os outros (Pv 15.18; 22.24-25). Por isso somos exortados a lançar a ira para bem longe (Ef 4.26) e devemos nos cuidar para não estimular a ira dos nossos filhos (Cl 3.21).

No livro Comunicação, a Chave para o seu Casamento10, vamos encontrar dez princípios práticos para controlar a raiva:

1. Conscientize-se das suas reações emocionais.

2. Reconheça suas emoções e admita que você está sentido isso.

3. Tente entender porque você está com raiva.

4. Tente criar situações onde a Raiva não ocorra.

5. Avalie se a Raiva realmente é a melhor reação.

6. Se a Raiva é do tipo que ferve rapidamente, respire fundo algumas vezes ou conte até dez.

7. Se você é muito crítico das outras pessoas, seja menos desconfiado.

8. Quando sua raiva for bem fundada, ao expressá-la, planeje com antecedência e faça -o de maneira tal que a pessoa possa aceitar o que você diz.

9. Tenha um amigo com quem possa conversar sobre seus sentimentos.

10. Ore acerca de seus sentimentos. Decore versículos da Bíblia que falam sobre a ira, compreenda-os e coloque-os em prática.

b) Ansiedade

A ansiedade é companheira da preocupação. Ambas andam juntas e são, comumente, causas de conflito no casamento. A preocupação está relacionada com o passado ou com o futuro.  Me preocupo com coisas que deixei de fazer ou com aquelas que devo fazer. Por isso, somos exortados pelo Senhor a viver um dia de cada vez (Mt 6.34). Não devemos andar ansiosos pela nossa vida (Mt 6.25), nem por coisa alguma (Fp 4.6-70).

Ansiedade e preocupação são agentes consumidores de energia do marido e da esposa. Por isso, precisam ser vencidas. A Bíblia nos oferece algumas diretrizes para vence-las (Cl 2.6,7; Dt 4:6-7):

1. Assuma o controle de seus pensamentos.

2. Concentre-se na realidade.

3. Enfrente seus problemas de frente (Tg 1.2-4).

4. Não enfrente suas dificuldades sozinho. Busque a Deus.

5. Pense em termos de possíveis soluções.

6. Trabalhe ativamente nessas soluções.

7. Deixe de se concentrar nas coisas que preocupam.

8. Viva um dia de cada vez.

c) Autoestima

Uma autoestima elevada proporcionará um excelente relacionamento, pois, “cônjuges com elevada autoestima tem maiores probabilidades de serem felizes e comunicarem-se melhor” 11.

Autoestima trata de nosso valor próprio. É extremamente importante para o cônjuge saber que é estimado pelo seu (sua) companheiro (a). Quando há essa preocupação no lar o casal terá mais segurança ao comunicar -se.

Um fator importante na elevação da autoestima é a prontidão em ouvir. A Bíblia nos ensina que “responder antes de ouvir é estultícia é vergonha (Pv 18.13), por isso somos ensinados a sermos “prontos para ouvir, tardios para falar, tardios para se irar” (Tg 1.19). Isto nos ajudará a não tirar conclusões precipitadas. Devemos nos lembrar que temos o direito de discordar de nosso cônjuge, mas não temos o direito de desrespeitá-lo.

Um outro fator muito importante a considerar é o que esperamos do nosso cônjuge. Se queremos que ele(a) tenha uma boa autoimagem, não queiramos exigir dele(a) que seja nossa cópia. Deixe que sua personalidade se desenvolva e amadureça. Tudo isso se tornará viável se o casal desenvolver diligentemente a prática do diálogo e da oração um pelo outro. Através da confissão é da oração somos curados (Tg 5.16). Se oramos um pelo outro, com certeza a nossa autoimagem será elevada e a comunicação será restaurada.

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9. Ibid, p.84

10. Ibid, p. 106-109

11. Ibid, p. 153

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