CHAMADOS PARA SER DISCÍPULOS – EDILBERTO PEREIRA LUZ (1)

INTRODUÇÃO

Qualquer pessoa que pretenda ser um discípulo de Jesus deveria estar experimentando a realidade de 1 João 2.6 “…aquele que diz que permanece nEle deve andar como Ele andou”. Este texto nos fala sobre duas condições imprescindíveis para o discípulo de Jesus: permanecer nEle e andar como Ele andou. Hoje em dia muitas pessoas afirmam que tem comunhão com Jesus. Chegam a dizer até com um certo orgulho: “Deus está comigo”. Outras pessoas dizem: “Eu tenho comunhão com Deus, mas é do meu jeito”. Eu confesso a você que sinto pensa destas pessoas pois sei o quão enganadas elas estão. Não podemos ter comunhão  comunhão com Deus e viver uma vida de pecados. Eu louvo a Deus por ter aprendido logo cedo, na minha vida cristã que Deus estabeleceu regras para desenvolvermos nossa comunhão. Não se trata de legalismo, mas de princípios que Deus estabeleceu e que devem ser obedecidos se queremos ter uma profunda comunhão com Ele e chegarmos ao ponto de dizer que temos intimidade com Ele. Neste estudo eu quero compartilhar com você alguns deste princípios que devem ser orientadores para desenvolvermos o nosso chamado para sermos discípulos de Jesus. 

Eu sei que muitos cristãos tem resistências ao discipulado e, em parte eu entendo, pois o conceito de discipulado foi distorcido por práticas impróprias e contrárias às orientações da Palavra acerca do discipulado cristão. Eu mesmo vivenciei e até pratiquei algumas destas aberrações. Houve um tempo que até mesmo eu fui averso ao discipulado. Mas, através do estudo da Palavra de Deus e do convívio com homens sérios e que praticam o discipulado como Jesus ensinou, eu resgatei meu amor e empenho à prática do discipulado. Por isso, antes de tratar dos princípios ensinados por João nesta sua primeira carta, eu quero colocar alguns pontos introdutórios acerca do discipulado:

  1. Discipulado é bíblico

A palavra discipulado não se encontra no Novo Testamento, mas se encontra evidente em suas páginas, pois o termo discípulo aparece nelas mais de 250 vezes. O princípio do discipulado esteve latente no período do Antigo Testamento, contudo, só se torna patente a partir de João Batista, que já era cercado de discípulos (Mt 9:14; Lc 11:1); Jo 1:35).

No Antigo Testamento temos exemplos importantes de discipulado, como foi o caso de  Moisés e Josué e Elias e Eliseu. Acredita-se que Isaías e outros profetas fizeram discípulos através de escolas de profetas.

O termo “discipulos”dos profetas é muito comum no Antigo Testamento. Esta expressão aparece constantemente no livro de 1 e 2 Reis, especialmente porque Eliseu, discípulo de Elias, resolveu fundar e estruturar uma escola de profetas em Israel. Os discípulos dos profetas não só se assentavam em cadeiras da escola para aprender, mas também eram enviados para exercerem seu ofício de profeta em outros lugares, com vemos em alguns textos (1Rs 20.35; 2Rs 2.3, 5,7,15; 4.1,38; 5.22; 6.1; 9.1; Am 7.14)

As funções dos discipuladores e discípulos eram distintas. Davi estabeleceu uma escola de músicos e cantores que tinham vários mestres da música, como Asafe, Jedutum e Hemã, os quais tinham seus discípulos que eram aprendizes, “discípulos dos cantores e músicos”, e assim se reproduziam nas futuras gerações de músicos e cantores.

No Novo Testamento o conceito de discipulado se aprofunda, pois ser discípulo implica em se ter uma ligação mais profunda com o mestre. O discípulo é mais do que um aluno ou aprendiz. Ele não somente aprende com o mestre, mas seu aprendizado vai evoluir obrigatoriamente para uma amizade profunda. O discípulo vai assimilar o estilo de vida de seu mestre. Foi assim que Jesus desenvolveu seu discipulado com os doze. Começou com um chamado para estar com Ele (Mc 3.13-14) e chegou ao ponto de Jesus chamá-los de amigos (Jo 15.14-15).

Podemos perceber por estes argumentos que o discipulado é bíblico. Se resistirmos ao discipulado devemos estar cientes que estamos resistindo a uma doutrina da Palavra de Deus. Além disso, como veremos a seguir, o discipulado é uma ordenança de Jesus.

  1. Discipulado é a Grande Comissão

Jesus deixou isto bem claro quando convocou seus discípulos para cumprir a Grande Comissão em Mateus 28.18-20. Ali Ele especificou que a missão da Igreja é ir por todo mundo e fazer discípulos. Na sua ordem podemos observar os níveis de discipulado:

Nivel 1 – Ganhar e consolidar o discipulo – “batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Este processo vai desde o momento do evangelismo, conforme está em Marcos 16.15 até o batismo, quando o novo convertido é introduzido na Igreja e no Reino de Deus.

Nível 2 – Preparação e treinamento para transformar o novo convertido em um discípulo de Cristo – “…ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado;…

Portanto, discipular é inegociável no Reino de Deus. Todos temos que ser discípulos e discipuladores. Uma pessoa pode fazer parte de uma igreja e não ser discípulo, mas não pode ser cidadão do Reino de Deus sem ser discípulo e discipulador. No Reino de Deus somos chamados para cuidar uns dos outros. Ninguém cresce sozinho. Precisamos dos jovens e dos pais para cuidar dos filhinhos (1Jo 2.12-14).

O fim do discipulado é fazer de todos os membros do Corpo de Cristo verdadeiros discípulos de Jesus. E é sobre isto que João, o discípulo amado está tratando neste versículo de sua carta:

“…aquele que diz que permanece nEle deve andar como Ele andou”.

Este deve ser o alvo do discipulado: ensinar o discípulo a permanecer em Cristo. E, para permanecer em Cristo, devemos andar como Ele andou. Ninguém pode dizer que é discípulo de Cristo se não andar como Ele andou. Mas o que significa andar como Ele andou? É isso que vamos ver nas páginas seguintes. Primeiro, vamos tratar da expressão “permanecer nEle”, depois vamos ver o significa “andar como Ele andou” e, para finalizar, vamos compartilhar algumas dicas para viver um cristianismo autêntico.

 

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