VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA 2 – JOHN WALKER

 

  1. GÊNESIS

        

O significado da palavra “gênesis” é: princípio, começo, origem.

Este livro trata do começo de todo o plano de Deus. Neste livro encontramos o começo do universo e da raça humana, o começo do pecado e da redenção, o começo da família (como base da sociedade) e a corrupção da sociedade; o começo da civilização e a sua corrupção; o início das nações e o início da nação escolhida de Deus: Israel.

Das sete alianças que Deus fez com o Seu povo através da história, quatro são encontradas no livro de Gênesis.

Esta primeira divisão é constituída somente por este livro de 50 capítulos. Algumas das nove divisões são maiores, outras menores, porém todas igualmente importantes como divisões do esquema da Palavra de Deus.

Os primeiros cinco livros da Bíblia foram escritos por Moisés, porém só encontramos o seu nascimento no segundo livro, que é o livro de Êxodo. Segundo os estudiosos, Moisés escreveu o livro de Gênesis através de onze documentos antigos. O primeiro documento é o hino da criação que constituí o primeiro livro de Gênesis (os sete dias da criação) até o terceiro versículo do segundo capítulo. Provavelmente este hino fora transmitido oralmente ao redor de uma fogueira, em forma de canção, gravado pela nova geração e depois transmitido da mesma forma sucessivamente a cada geração seguinte. Desta forma foi preservado até o tempo de Moisés.

Moisés ajuntou este documento a mais dez documentos de gerações. Você pode notar quantas vezes encontramos um capítulo em Gênesis que começa assim: “As gerações de Noé” ou “As gerações de Jacó”, etc. Não creio que Moisés tenha orado assim: “Oh, Deus, inspira-me agora para escrever o livro de Gênesis”, Não creio que ele escreveu o livro de Gênesis por meio de uma inspiração direta de Deus. Ele ajuntou estes documentos e tradições e pela inspiração de Deus reuniu o material para escrever o livro de Gênesis. A Bíblia toda é inspirada, mas Deus usa documentos, instrumentos e tradições também, porém organizados e escritos segundo a inspiração do Espírito Santo. A Bíblia foi escrita de uma maneira muito humana, mas ao mesmo tempo muito divina. Não precisamos pensar que todo autor da Bíblia sentou-se para receber um ditado diretamente de Deus e escreveu palavra por palavra, automaticamente, para acreditar na inspiração da Bíblia.

Deus precisou de homens muito cultos para escrever Sua Palavra. Moisés era muito culto, criado no palácio do Faraó, com a biblioteca toda e toda a cultura do Egito à sua disposição. Paulo também foi um homem muito culto. Deus usou homens de muita cultura, mas também usou pescadores pastores. Ele usa toda a espécie de pessoas para declarar a sua palavra.

 

  1. OS LIVROS DE MOISÉS

        

Esta parte é dominada pela vida e ministério de Moisés que representa um dos cumes mais destacados da Palavra de Deus.

Livros: Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio

Assunto: História, Ministério, Obras de Moisés

Autor: Moisés, o apóstolo do Velho Testamento.

Eu sempre digo que, se houvesse um apóstolo no Velho Testamento, seria Moisés. Mas a apalavra de Deus não quis usar este título para homens do Velho Testamento. Nós nunca vemos este título no Velho Testamento, porque no plano de Deus havia profetas no Velho Testamento e apóstolo somente no Novo Testamento. Porém, vemos em Moisés todas as qualificações de um apóstolo, com exceção da revelação completa de Jesus Cristo.

O propósito deste esboço é dar uma visão de águia, subir a um lugar alto e contemplar o plano de Deus do início ao fim. Nosso alvo é organizar a Palavra de Deus de forma a unificarmos os nossos pensamentos aos pensamentos de Deus. Queremos unificar todos os homens e suas histórias em uma só coisa: O Plano Eterno de Deus.

Podemos sintetizar o ministério de Moisés e esta divisão da Bíblia, em apenas três palavras significativas: a Lei, o povo, e a terra. Este é o tema dos livros de Moisés. A Lei de Deus, o povo escolhido e a terra prometida. Os livros de êxodo a Deuteronômio tratam da história do povo de Israel desde a sua saída do Egito até a sua entrada na terra prometida; incluindo entre a saída e a entrada o “passeio” de 40 anos. Foi nesta jornada no deserto que o povo recebeu a lei e o modelo do tabernáculo. Este fato é muito importante. Tanto a lei como o modelo do tabernáculo foram dados no deserto entre a saída de uma terra de escravidão e a entrada na terra do governo de Deus sobre o Seu povo.

 

III. O TEMPO DOS JUÍZES

        

Livros: Josué, Juízes, Rute e 1 Samuel

         Este período foi um tempo de transição, anarquia e conflito entre o governo divino e o governo humano. a controvérsia era: Será que Deus vai governar seu povo diretamente, ou é o próprio homem quem vai levantar e escolher seus reis e governo humano como fazem as outras nações? Israel seria de fato aquela nação escolhida, peculiar, um povo governado por Deus, ou somente uma das muitas nações do mundo, fazendo tudo que as outras faziam?

Encontramos no livro de Juízes uma frase chave que resume a situação desta época. Encontramos esta frase no capítulo 17:6 e novamente no capítulo 21:25: “Cada qual fazia o que parecia bem aos seus olhos”. Todo mundo fazia segundo o seu próprio desejo. E qual o resultado desta filosofia? O resultado é a anarquia e confusão. Toda vez que o homem afirma sua independência, e faz sua própria vontade, o resultado é confusão e corrupção. Encontramos neste livro tanto lado positivo quanto o negativo. Do lado positivo vemos a entrada na Terra Prometida, as vitórias de Josué e o glorioso cumprimento do plano de Deus como também sua queda; tanto a entrada do povo na terra e suas conquistas lá, como também o desvio deles logo em seguida atrás da idolatria. Um refrão que sempre se repete está em Juízes 3:12: “Tornaram então, os filhos de Israel a fazer o que ra mau perante o Senhor”. O povo caía no pecado e na idolatria e Deus entregava nas mãos das nações para ser castigado. Então eles clamavam ao Senhor, e quando o povo clamava, ele era obrigado a responder. Deus então levantava um juiz que tinha a palavra do Senhor para salvar o povo. O juiz geralmente era um homem de guerra, porém um homem de sabedoria também, e de bastante habilidade para governar o povo. Apesar de ser um tipo de apóstolo, ele não tinha plano certo, e era apenas um juiz. Tal logo ele morresse, o povo voltava à corrupção e idolatria. Foi um período de muita transição e anarquia.

Este período tem uma analogia para os nossos tempos também. Na história da Igreja podemos ver as características do tempo dos juízes. Um grande homem de Deus, de avivamento, como John Wesley se levanta, semelhante a um juiz, e Deus aviva seu povo. Mas logo depois entra a decadência novamente. Sempre tem havido este “vai e volta”, “sobe e desce”. Quando estamos lá em baixo, gritamos: “Deus, salva-nos, salva-nos”. Então Deus nos diz: “Vou lhes salvar”. Mas depois entra a idolatria novamente com anarquia. Portanto, vemos um paralelo entre a época de juízes e a história da Igreja.

 

  1. O REINO UNIDO DE ISRAEL

        

Livros: 2Samuel, 1Reis do capítulo 1 ao 10(com o fim do reinado de Salomão), 1Crônicas e 2 Crônicas do capítulo 1 a 9, salmos, Provérbios, Eclesiastes e Jó.

         Vimos na divisão anterior que Deus levantava juízes para julgar e governar o Seu povo. Havia uma controvérsia entre o governo de Deus e o governo do homem. Deus queria ser o rei do Seu povo e levantava juízes como seus executivos. Eram homens que executavam suas ordens. Mas o povo não se satisfez com isto. eles ainda queriam um rei e Deus enfim, resolveu dar-lhes o que queriam.

Eu gosto de chamar o segundo livro de Samuel de livro de Davi. Não gosto de dizer 1 Samuel e 2 Samuel. Acho melhor chamá-los o Livro de Samuel e o Livro de Davi. 2Samuel fala todinho sobre o reino de Davi. 1Samuel trata do nascimento e morte de Samuel, o reinado de Saul e aquele grande conflito entre  Saul e Davi.

Saul faz parte do tempo da anarquia. Ele era muito religioso, um homem de aparência, alto e forte. Ele era um homem sem unção, sem o Espírito de Deus. Temos um bom retrato dele sem 1 Samuel 22:6: sentado debaixo de uma árvore com sua lança na mão e todos os seus criados ao redor dele. Saul perdeu o reinado por causa de desobediência, e porque ele olhava muito para o homem. Ele dava muito valor à sua reputação perante o povo.

Davi, pelo contrário, não importava com nada: sua preocupação era apenas procurar uma habitação para Deus. Deus o abençoou por isto, e vemos em Atos 13:22 o que Deus diz a seu respeito: “Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade”

Toda honra e fama que Salomão tinha, lhe foram dadas por causa da aliança entre Deus e Davi. Salomão não teve nada baseado em si mesmo. Tudo o que ele recebeu, foi uma espécie de herança, assim como Isaque herdou as promessas de Abraão. Se formos observar a vida de Salomão, veremos que no final das contas ele só arrumou mulheres. A primeira coisa que fez foi arrumar a princesa do Egito; a primeira coisa! Cuidado, pois dentro da glória sempre há uma semente de corrupção. E qual o fim desta atitude? Mil mulheres! Foi uma espécie de idolatria, abrindo-se para outros espíritos e outro deus.

Mas no meio de tudo isso, vemos que Salomão foi muito honrado e abençoado. Seu reinado é uma figura do Reino de Deus. Contudo, lembre-se sempre que esta honra e reinado abençoado vieram como resultados da aliança que Deus tinha feito com Davi, pois Davi tinha um coração segundo o coração de Deus. O plano do templo de Salomão foi feito por Davi. Os materiais do templo, a organização, a aquisição do local e todos os detalhes foram preparados por Davi. Porém, Salomão foi escolhido para reinar e concretizar o projeto porque era um homem de paz ao passo que Davi era um homem de guerra. O próprio nome de Salomão significa “paz”. Mas foi preciso que Davi, um homem de guerra, lutasse para purificar o reino de Deus.

Esta parte, então, trata do reino de Davi e do reino de seu filho Salomão: O Reino Unido. Esta foi a idade áurea do povo de Israel, assim como todos os povos (os gregos, romanos, nações da Europa ou qualquer outra nação que teve uma cultura de qualquer importância) tiveram uma idade áurea. Sempre há uma época que é o ápice daquela raça, o seu tempo de glória. É depois do ápice que vem o declínio. O ápice da nação da Israel foi o reino Unido de Davi e Salomão. Eles tinham riqueza, honra, domínio e expansão do Egito ao rio Eufrates, e do mar Mediterrâneo até além do rio Jordão. Não era só até o rio Jordão. Todas as promessas que Deus dera a Abraão foram cumpridas geograficamente no tempo de Davi e de Salomão. Depois desta época o território foi só diminuindo e sendo dividido.

O reinado de Salomão é uma figura do milênio. Tem significado e importância, mas esta é apenas uma síntese esquemática, não podemos entrar em detalhes.

Outra característica desta idade áurea, deste tempo de glória, é a riqueza de sua literatura. Os livros de Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares foram escritos nesta época.  Eram caracterizados por canções de amor, louvor orações, filosofia, provérbios, parábolas, doutrinas filosóficas, exaltação de Deus e agradecimento. Mais da metade dos Salmos foi escrito por Davi. Os outros três livros foram escritos por Salomão, um homem verdadeiramente inteligente, um homem de cultura, sabedoria e ciência.

Incluímos nesta época também o livro de Jó que possivelmente foi escrito na mesma época dos livros de Moisés, uns 500 anos antes desta época. Apesar disso, não podemos incluí-lo junto com os livros de Moisés porque trata de um assunto diferente. O seu assunto é mais semelhante ao assunto da literatura do Reino Unido e, portanto nós o incluímos nesta época. É um livro que tem o mesmo tema da origem do homem e o sentido da vida. É um livro de filosofia, sabedoria e poesia como os outros livros desta divisão. Embora Jó fosse, provavelmente um contemporâneo de Moisés, ele vivia numa outra terra, do outro lado do Jordão, na terra de Uz. Esta terra fica ao leste do mar da Galileia. Talvez ele era um descendente, porém não sabemos nada com certeza sobre ele.

 

  1. O REINO DIVIDIDO

 

Livros: 1Reis do capítulo 11 até o fim e 2 Reis todo; 2Crônicas do capítulo 10 até o fim; Isaías, Jeremias e Ezequiel dos profetas maiores e todos os profetas menores de Oséias a Sofonias. Estou omitindo Daniel porque ele não pertence a este período. Ele tinha uma visão mais ampla dos séculos vindouros e da restauração.

Este tempo foi um tempo muito triste, mas ao mesmo tempo, muito importante e cheio de esperança. Foi um período de decadência, intercalado com períodos de avivamento, muito importantes e necessários na história de Israel. Esta divisão trata o declínio lento até chegar à queda final e desaparecimento do povo de Israel como nação.

Este tempo começou com a apostasia da nação de Israel, a divisão das dez tribos de Israel da tribo de Judá e da cidade de Jerusalém. A divisão produziu o Reino do Norte (Israel) e o Reio do Sul (Judá). O reino do Sul no início continuou servindo o Senhor com o templo em Jerusalém, e mesmo depois de desviarem do Senhor, nos períodos de avivamento voltavam a ele.

O reino do Norte, porém, voltou-se novamente aos ídolos, afastou-se do templo de Jerusalém, da lei e dos sacerdotes. Fizeram para si outros deuses para não precisarem subir a Jerusalém e assim se unirem a Judá. Com o seu desvio após outros deuses, Deus se preocupou e ficou com ciúmes, e começou a mandar seus profetas, homens enviados com uma mensagem de Deus. No tempo da glória, a literatura se constituiu de poesia, cânticos, filosofia, e sabedoria; porém nesse tempo de confusão e de apostasia a mensagem é: Perigo! Os profetas eram homens que vinham às vezes barbudos, com roupa rude, sem muita formação, mas com palavra de aviso. A mensagem dos profetas se caracterizava por cinco pontos principais. Encontrei estes pontos no Manual de Halley (um livro muito chave que todos devem possuir; em poucos minutos se pode achar tantas coisas bem resumidas). Ele diz que estes cinco pontos resumem as mensagens dos profetas desta época. Eles são:

  1. Deus primeiramente enviava seus profetas como uma tentativa de salvar a nação de Israel da situação perigosa em que estava por causa da idolatria e perversidade. Deus queria alertar seu povo do perigo que resultaria se continuassem na idolatria, divisão, perversidade, pecado e malícia. Ele queria que acordassem para a situação e voltassem a ele. O profeta era impulsionado pela misericórdia de Deus, o desejo de perdoar e salvar o Seu povo.
  2. Porém, o povo não ouvia a primeira mensagem e se recusava a arrepender-se. Eles se recusavam a aceitar o perdão e a escapar dessa forma da ira de Deus. Por isso Deus mandava os profetas como uma mensagem profética que anunciava a destruição certa e irremediável. Deus anunciava que o Seu furor seria derramado por causa da idolatria e do endurecimento do coração.
  3. Depois de anunciar a destruição da nação de Israel, porém, há a promessa do remanescente. Este tema é muito frequente na mensagem dos profetas. Haverá destruição mas haverá também um remanescente. Como um exemplo, um dos profetas comparou esta situação a uma árvore que foi sacudida, mas que ainda permanece com alguns frutos nos galhos.
  4. O próximo ponto é que o remanescente que permanecerá, será usado para salvar as nações do mundo inteiro. Ele não vai só restaurar a Israel. Ele vai ser usado para trazer salvação para todas as nações, inclusive para nós.
  5. O propósito final da mensagem dos profetas era anunciar o “homem misterioso” como veículo a ser usado por Deus no remanescente. Ele (o homem misterioso) chama-se: “o Renovo da casa de Davi”, “O Messias”, “A raiz de Jessé”. Como vimos, o remanescente será usado para salvar as nações do mundo, mas o veículo, o instrumento, será este “homem misterioso”. Vocês já sabem quem é, não sabem? Jesus, o filho de Davi.

Estes cinco pontos resumem a mensagem dos profetas desta época. Eles começam a tratar da apostasia, e depois falam principalmente sobre a destruição da cidade de Jerusalém. Os profetas tentam salvar o povo da situação e não conseguindo fazer isso, explicam o que vai acontecer. Outros, como no caso de Ezequiel, depois da destruição predita se cumprir, explicam o porque desta grande calamidade. Ezequiel profetizou depois do acontecimento, olhando em retrospecto e explicando para as gerações futuras a razão porque foi preciso isso acontecer.

Jeremias no início estava sempre implorando: “Não façam isto, arrependam-se, voltem, voltem, voltem!” Mas quando viu que o povo não atendia, nem se arrependia, ele começou a declarar que não havia mais esperança e que era necessário que se submetessem aos babilônios.

Apesar de resumirmos a maioria das profecias desta época nestes cinco pontos, precisamos notar que Isaías, e alguns dos outros profetizaram muito a respeito da restauração nos tempos do fim sobre o milênio. Ezequiel além de explicar a situação que aconteceu nos seus dias teve também uma visão do reino do milênio. O importante em tudo isto é termos uma visão panorâmica.

 

  1. O PERÍODO DA RESTAURAÇÃO

        

Livros: Esdras, Neemias, Ester, Daniel, geu, Zacarias e Malaquias.

Nesta época houve a restauração: a volta da Babilônia e a reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém. Tudo isto é uma figura e uma sombra da restauração final destes últimos dias. A restauração daquela época não adiantou muito porque os romanos entraram logo depois e destruíram tudo novamente. Foi uma restauração incompleta porque não houve mais reis, e as outras nações sempre entravam e dominavam, como a Síria e a Roma. No fim, o templo foi destruído novamente e Israel continuou sendo dominado por outros povos. Sua aplicação principal é para nós nestes últimos dias de restauração. Aquela restauração foi importante como uma figura da restauração da Igreja, que é o Israel Espiritual.

Além dos livros de Esdras e Neemias que contam sobre a restauração daquela época, temos o livro de Daniel, Ageu, Zacarias e Malaquias que foram os profetas da restauração. Como vimos Daniel foi excluído dos outros profetas por causa de sua visão mais ampla dos séculos vindouros e da restauração. Ele estava pedindo a Deus pela restauração do povo após o término dos setenta anos de cativeiro e Deus respondeu muito do seu pedido, dando-lhe uma visão da restauração do povo após o término dos 70 anos de cativeiro, e Deus respondeu muito além do seu pedido. dando-lhe uma visão da restauração e salvação das nações e do reino de Deus nos séculos vindouros. É isto que acontece muitas vezes. Pedimos algo de Deus e ele nos responde muito além do nosso pedido. Ele deu a Daniel uma visão completa do seu plano, uma visão final.

Daniel é uma profecia sobre a restauração imediata e uma revelação da restauração completa e final que virá ainda. (Você sabe como Daniel ficou sabendo que depois de setenta anos era tempo do cativeiro se acabar? Lendo o profeta Jeremias).

Esdras foi um novo Moisés que ajuntou diversos documentos, e pelo que parece escreveu o livro de 1 e 2 Crônicas. Estes livros são tão bonitos, escritos de uma perspectiva espiritual e focalizando o templo, os sacerdotes e os avivamentos. Os livros de reis são mais seculares, como registros meramente históricos. É possível que Esdras tenha preservado as Escrituras daquele período, e alguns pensam que foi ele quem organizou o livro de Salmos. Leia novamente o livro de Esdras e você verá como ele reuniu o povo para ler as Escrituras desde a manhã até à tarde. No meio de toda a confusão da volta do cativeiro, Esdras preservou as Escrituras. é tão comovente ler aquela cena e ver como todo o povo se voltava para a Palavra de Deus. O livro de Neemias é uma sequência, mas um pouco diferente de Esdras. Neemias era um homem de ação. Tinha outro papel muito importante na restauração.

 

VII. JESUS CRISTO E SEUS DOZE APÓSTOLOS

 

Livros: Os quatro Evangelhos, Atos do capítulo 1-12, e as epístolas de Tiago, Pedro, João e Judas.

Agora eu quero mostrar uma coisa interessante no Novo Testamento. Ele está dividido em duas partes, mais ou menos na metade de Atos. Se contar as páginas, a metade dará mais ou menos na metade de Atos. Por isso eu dividi Atos mais ou menos no meio. Digo mais ou menos, porque o meio exato de Atos seria o capítulo 14, e eu o dividi no capítulo 12. O significado desta divisão é que a primeira parte trata de Jesus e dos doze apóstolos e a segunda parte é sobre o apóstolo Paulo.

Aqui está outra citação sobre os quatro evangelhos que encontrei neste livro “Manual de Halley”.

“Os quatro evangelhos são, por todos os critérios, a parte mais importante da Bíblia. São mais importantes do que o resto da Bíblia e mais importantes do que a soma de todos os livros do mundo inteiro. Melhor seria ficar sem o conhecimento de tudo o mais, do que ficar sem o conhecimento de Jesus Cristo. Os livros da Bíblia que precedem os Evangelhos estão antecipando, anunciando e contemplando o herói dos quatro Evangelhos; e os livros posteriores estão procurando explicá-lo melhor”

O irmão Halley acha que os Evangelhos são tão importantes porque tratam de Jesus Cristo. Mas afinal de contas, a Bíblia inteira fala de Jesus, todos os 66 livros. Não há outro personagem na Bíblia que tem quatro livros escritos sobre ele.  O fato de quatro evangelhos serem escritos sobre Ele mostra a Sua suprema importância. Quatro versões deste mesmo Verbo, a Palavra falada e ilustrada. Quatro é o número do homem. Três é o número de Deus. 3+4=7, que é o número da perfeição. 3×4= 12, que é o número de governo. Isto é um pouco de numerologia e um pouco fora do assunto que estamos estudando, mas nós vemos que números são importantes para Deus, e ele é matemático.

 

VIII. PAULO, O MOISÉS DO NOVO TESTAMENTO

 

Assim como eu chamo Moisés de apóstolo do Velho Testamento, gosto de chamar Paulo de Moisés do Novo Testamento. Sempre vejo um grande paralelo entre os dois ministérios. Moisés recebeu o ministério da Lei e o modelo do Tabernáculo. Paulo recebeu a revelação do ministério de Cristo e da graça como também o modelo da Igreja, o Corpo de Cristo. Além de receber a Palavra Viva, ele recebeu a planta da habitação desta palavra.

Livros: Atos, do capítulo 13 ao fim e as epístolas de Romanos e Hebreus. Creio firmemente que Hebreus foi escrito por Paulo. Uma prova é que menciona Timóteo no fim. Os homens é que gostam de arrumar problemas. Eles até falam que há dois autores do livro de Isaías…

O início do ministério de Paulo é que marca o começo da segunda metade do Novo Testamento. Lemos sobre a sua conversão antes do capítulo 13, mas estamos começando aqui porque depois da conversão de Paulo no capítulo 9, continua falando sobre Pedro e João. Depois Paulo se levanta em Antioquia com seu ministério apostólico (capítulo 13). Este capítulo é chave para os nossos dias.

O apóstolo Paulo era bem diferente dos outros doze. Alguns acham que ele tomou o lugar de Judas, mas não foi assim. Creio que Paulo recebeu seu apostolado por meio de uma revelação de Jesus lá do céu, através do Espírito e assim iniciou outro ministério. É o ministério de um Moisés do Novo Testamento. E o ministério de revelar mistérios e dar uma visão da Igreja. Teríamos perdido uma parte importantíssima da Bíblia se não tivéssemos o ministério de Paulo, que começou perseguindo a Igreja Primitiva.

 

  1. O APOCALIPSE

 

         Gênesis é o primeiro livro e o Apocalipse é o último. Cada um merece um lugar separado para si. Um é o início do plano de Deus, e o outro é o fim. Assim como Gênesis começa tudo, o Apocalipse termina tudo. O cumprimento de tudo o que foi iniciado em Gênesis se encontra no Apocalipse. Gênesis é o livro do passado e o Apocalipse é o livro do futuro. O Apocalipse trata do fim dos séculos e dá a visão dos séculos vindouros. é um livro tecido de muitas outras partes da Bíblia. Nós vemos muitas citações de Daniel, Isaías, Ezequiel e outros profetas nesta visão de João. O Apocalipse é a síntese e a consumação de toda a Palavra de Deus e está cheio do número 7, que é a união de Deus com Sua criação.

É interessante notar que os escritos de Paulo representam mais ou menos o mesmo tamanho dos escritos de Lucas, e também o mesmo tamanho dos outros três Evangelhos em conjunto (Mateus, Marcos e João). Os escritos de João (o Evangelho, as três Epístolas e o Apocalipse) são equivalentes a Mateus e Marcos juntos.

 

PERGUNTAS PARA REVISÃO DE: NOVE DIVISÕES DA BÍBLIA

 

  1. Quais são as nove divisões da Bíblia?
  2. Relacione dez começos mencionados em Gênesis.
  3. Como Moisés escreveu Gênesis?
  4. Quais são os livros de Moisés e qual o assunto abordado neles?
  5. Quais são as três palavras que resumem todo o ministério de Moisés e constituem o tema dos livros dele?
  6. Qual era a controvérsia central do tempo de juízes?
  7. Qual era a frase chave que resume a situação no tempo de juízes?
  8. Qual o lado positivo desta época?
  9. Qual o lado negativo?
  10. Quem eram os juízes e porque eram levantados?
  11. Por que o tempo dos juízes é significativo para nós hoje?
  12. Qual é a diferença principal entre o tempo dos juízes e o tempo do reino unido?
  13. Qual é o assunto de 1Samuel? E de 2Samuel?
  14. Por que Deus abençoou tanto a Salomão e seu reino?
  15. Por que Salomão foi escolhido para edificar o templo ao invés de Davi?
  16. Quais os reis que governaram no tempo do reino unido?
  17. O que pode ser dito sobre a literatura desta época?
  18. Por que incluímos o livro de Jó na literatura desta época?
  19. 19. Como podemos descrever o tempo do reino dividido? (Incluir o lado positivo e negativo).
  20. Qual era a diferença entre o reino do Norte e o reino do Sul no seu culto a Deus?
  21. Por que Deus começou a enviar profetas?
  22. Quais são os cinco pontos que resumem a mensagem dos profetas?
  23. Que outro assunto foi abordado por Isaías e Ezequiel nas suas profecias?
  24. Por que o período de restauração é importante para nós hoje?
  25. Por que não incluímos Daniel com os outros profetas?
  26. Qual a importância do ministério de Esdras?
  27. Quais são as duas partes do Novo Testamento?
  28. Por que os quatro evangelhos são tão importantes?
  29. Por que chamamos Paulo o “Moisés do Novo Testamento?”
  30. Qual a importância do livro de Apocalipse?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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