Três Perigos do “Momento de Louvor” do Culto – Matt Merker (2)

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O momento de louvor: possíveis armadilhas e soluções

Então, eu não quero declarar que o momento de louvor seja um conceito de todo terrível. Mas eu quero tirar aquela escultura de vidro da vovó da prateleira e ver se ela pode ser melhorada.

Por quê? Embora o momento de louvor tenha muito de elogiável, ele não está livre de perigos. Aqui estão três potenciais armadilhas que ele apresenta. Para cada uma delas, eu apontarei algumas maneiras de pensar e ir “além” do momento de louvor.

1. O momento de louvor pode fragmentar a ordem de culto.

Primeiro, o momento de louvor pode fragmentar a ordem de culto. Se os pastores e demais líderes não forem cuidadosos, usar um momento de louvor pode, sutilmente, sugerir que o culto de adoração tenha apenas duas partes: o canto e o sermão. O líder de louvor dirige a primeira metade, então passa o bastão ao pastor para a mensagem.

Eu temo que, por causa disso, muitos evangélicos tenham uma imagem bifurcada da adoração pública: a parte musical do culto é apropriada para aqueles que se relacionam com Deus por meio de experiências emocionais, ao passo que o sermão existe para envolver os intelectuais, os do “lado esquerdo do cérebro”. Na pior das hipóteses, essa falsa dicotomia pode também perpetuar o equívoco comum de que o louvor por meio do canto é o louvor da igreja, o que leva a comentários do tipo: “O louvor (leia-se: a música) hoje foi incrível, mas o sermão foi um pouco seco” – como se a pregação não fosse doxológica também.

Independente de como nós estruturamos nossos cultos, precisamos nos esforçar para transmitir a idéia de que tanto a música quanto a pregação (e os demais elementos – vide o ponto 2) são propriamente “louvor” a Deus, e que eles são essenciais para todos os cristãos.

Aqui estão algumas sugestões para evitar esse perigo. Primeiro, se os seus cultos geralmente caem na fórmula “30 minutos de música e 30 minutos de pregação”, então mude a sua ordem de culto regularmente. Considere quebrar o momento de música com oração, leitura bíblica ou reflexão silenciosa. Tente ocasionalmente colocar o sermão mais próximo do início do culto, deixando a maior parte do canto para depois da mensagem.

Faça com que outro indivíduo, que não seja o líder de louvor nem o pregador, de preferência um presbítero, conduza todo o culto. Chame esse homem de “anfitrião”, “dirigente”, “líder de culto” (este é o termo que usamos na minha igreja), ou como preferir. Mas assegure que ele não seja o líder de música nem o pregador. Se esse indivíduo faz a saudação e dá os avisos, introduz as músicas, dirige o ofertório, conduz as orações, e assim por diante, então ele pode trazer unidade a todo o culto.

Escolha um tema para o culto baseado no tema do texto do sermão. Assegure-se que os cânticos, as orações e até os avisos se relacionem com esse tema. Quando a congregação perceber que todo o culto é sobre “a fidelidade de Deus” ou “conhecer a Cristo no sofrimento”, isso diminuirá a sensação de que o culto é meramente uma apresentação musical seguida de uma palestra sem qualquer relação entre si.

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