Três Perigos do “Momento de Louvor” do Culto – Matt Merker (1)

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Para muitos, o momento de música que compreende a parte principal do culto dominical de uma igreja é, de certo modo, como a escultura de vidro sobre a estante da minha avó: você não pode mexer ali.

O momento de louvor é quase uma fixação entre as congregações evangélicas, seja naquelas em que a música é acompanhada por um coral e orquestra ou por uma banda indie-folk de oito caras. Entre numa igreja em algum momento entre a saudação inicial e o sermão, e você provavelmente se achará no meio de uma sessão de 20 a 30 minutos de música.

Então, o que exatamente é o momento de louvor? Deveria ele ser algo intocável em nossas igrejas?

Em poucas palavras, o momento de louvor é um grupo consecutivo de cânticos ou hinos de louvor deliberadamente escolhidos. Ele reflete planejamento e criatividade. É uma opção muito melhor do que pegar alguns cânticos populares e jogá-los na tela como uma pintura abstrata.

Assim como uma refeição com entrada, prato principal e sobremesa, o momento de louvor segue um fio condutor ou roteiro. O momento de louvor pode começar com uma chamada à adoração ou um cântico de convite. Esse cântico estabelece um tema específico e convida os adoradores a louvarem a Deus. Em seguida, alguns outros cânticos desenvolvem o tema, tanto musical quanto poeticamente. Essa é a porção de “entrada”. Se o primeiro cântico focava no caráter de Deus, essa sequência pode conduzir a igreja a considerar o nosso pecado e redenção em Cristo. O último cântico do momento de louvor é o clímax teológico e musical. Ele pode consistir de uma celebração da ressurreição, ou um chamado a responder em fé e discipulado, ou simplesmente uma declaração de louvor. Bob Kauflin defende esse tipo de desenvolvimento temático deliberado em seu livro Louvor e adoração, e apresenta uma variedade de esboços de momentos de louvor úteis para serem experimentados.[1]

Em geral, eu penso que o momento de louvor é uma idéia maravilhosa, se usada corretamente. Em uma igreja anterior, servindo como líder de adoração, eu dedicava tempo significativo a cada semana para elaborar e preparar momentos de louvor. Minha esperança era que esse processo ajudaria os crentes a responderem a Deus em um robusto louvor com suas mentes e corações, e eu creio que Deus abençoou esse esforço.

O momento de louvor pode ser uma abordagem que glorifica a Deus porque moldar a ordem dos cânticos de uma maneira deliberada ajuda na “edificação da igreja” que deve caracterizar a nossa adoração corporativa (1Coríntios 14.26). Ele unifica os cânticos em torno de um conceito central, o que promove entendimento. Se bem utilizado, o momento de louvor prepara a congregação para as questões específicas e prioridades que o sermão abordará. Como uma narrativa com começo, meio e fim, um momento de louvor pode capturar a nossa imaginação e nos ajudar a sermos atraídos por Deus por meio da história implicitamente contada na sequência de cânticos.

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