COMO FAZER GUERRA ESPÍRITUAL ( 4) – HAROLD CABALLEROS

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ARGUMENTOS (logizomai) E ALTIVEZ (hypsoma)

As palavras argumentos, pensamentos, idéias e conceitos pertencem ao grupo da palavra grega logizomai e tem uma origem humana: são pensamentos, decisões e ações humanas. O que o homem decide e faz tem um efeito ou consequência no mundo espiritual. Esta palavra logizomai pertence à área da alma, que incluí a mente, o intelecto, os sentimentos, as emoções e a vontade.

A “altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, por outro lado, tem uma origem espiritual. “O uso no Novo Testamento da palavra hypoma provavelmente reflete idéias astrológicas e, portanto, denota poderes cósmicos” (J. Blunk, citado por Peter Wagner). As passagens de Romanos 8:39 e 2Co 10:5 referem-se a poderes dirigidos contra Deus e o homem. Possivelmente estão relacionados com stoicheiatou kosmou, os poderes elementares deste mundo (Cl 2:8,20). Ainda que nos pareçam ser altos e poderosos, temos que resisti-los enérgica e vigorosamente (2Co 10:5), sabendo que nem mesmo eles poderão separar os cristãos de Cristo (Rm 8:39).

A altivez é o resultado de poderes cósmicos vertidos em idéias astrológicas programadas para separar o homem do Deus verdadeiro. Um dos melhores exemplos que existe neste sentido são as coisas relacionadas com o zodíaco e o horóscopo.

Conquanto seja conveniente reconhecer quando se trata de um argumento e quando se trata de uma altivez e suas diferenças, mais importante é saber que o Nome de Jesus é mais do que suficiente para amarrar e vencer ambos.

1.   Como se manifestam os poderes

Os demônios ou “poderes” são espíritos sem corpo. Como é possível que espíritos sem corpo possam afetar o homem e até mesmo territórios que são físicos?

É necessário incluir um elemento intermediário entre os poderes e os homens. O elemento intermediário entre o espírito e o corpo é a alma. A alma é composta por três partes: a mente, as emoções e a vontade. É nessa área que ficam as idéias, os sentimentos e as decisões.

O Diabo não tem poder em si mesmo, mas precisa usar a única outra fonte que existe no Universo: a alma do homem. Para escravizar os homens, os poderes usam o que chamamos de estruturas. Dentro do conceito de estruturas, temos de incluir as ideologias, a cultura e a idiossincrasia, mas a palavra chave é “fortaleza”. Os poderes influenciam a mente dos homens para criar fortalezas, maneiras de pensar que são contrárias à Palavra de Deus, para afastar o homem do plano divino e assim leva-lo à escravidão.

2.   Efeitos no mundo natural

Os poderes atuam por intermédio das estruturas mentais, produzindo consequências físicas sobre as pessoas e também sobre o território. O homem encontra-se num meio hostil. Seu confronto com o mundo, com o Diabo e com a carne é contínuo, não cessa.

Quando pela sua concupiscência, ele é atraído e seduzido e peca, o pecado sendo consumado gera a morte. Cada pecado, seja pessoal ou corporativo, é um fio no tecido do véu de trevas (Rm 6:23; 2Co 4:4).

Quando existe um véu de trevas, um aspecto impressionante é que as pessoas sob seu domínio praticamente não tem consciência da existência dos problemas.

Numa cidade ou num conglomerado social onde existe um véu de trevas, todos os que ali habitam estão “debaixo” dessas trevas. E as trevas alteram o modo pelo qual eles percebem a realidade. O que chamamos de mentalidade ocidental, por exemplo, leva o homem a não crer na existência do sobrenatural. A mentalidade “grega” nega a realidade do mundo espiritual, porque não pode ser explicada por meio da razão.

O véu de trevas produz frutos quase inacreditáveis. Os fatos e costumes que vão contra a Palavra de Deus chegam a ser justificáveis pela simples razão de que são parte da cultura da história e da sociedade do lugar.

O véu de trevas exerce um efeito de grande importância sobre as orações, pondo obstáculos. Veja, por exemplo p caso do profeta Daniel (Dn 9 e 10).

O véu de trevas tem uma importância decisiva na hora da evangelização. Hoje, todos nós conhecemos o conceito de céus abertos, entendendo que é assim que se faz uma evangelização eficaz (Jo 1:51; Hb 1:14; Dt 28:23).

Continuando com a sequencia do nosso esquema, e enfocando os efeitos dos poderes e das fortalezas sobre as pessoas e os territórios, temos de destacar a que ponto o efeito chegou:

a)   O véu de trevas representa uma maneira de pensar demarcada pela altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus. A cultura de um país reflete exatamente os poderes invisíveis que nela operam.

b)   Mediante sua maneira de pensar, um povo molda suas ações, e por meio delas certos espíritos são elevados a um trono, isto é, uma posição de domínio ou senhorio.

c)   O véu de trevas, cheio de altivez, traz um véu de cegueira sobre as pessoas que se encontram debaixo dela, a fim de obstruir a evangelização. Por isso é necessário tirar esse véu por meio da oração de intercessão.

d)   Portas fechadas, ferrolhos de ferro (Ap. 3:7).

e)   Por último, é necessário dizer que, como consequência dos poderes e das fortalezas, até mesmo os elementos naturais de um território são afetados.

A Escritura é clara quando diz que a criação espera que a Igreja faça sua parte no plano de Deus, trabalhando para a redenção de cada uma das nossas nações (Rm 8:19-23).

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