COMO SE FAZ GUERRA ESPIRITUAL (2) – Harold Caballeros

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O DESAFIO – 1Co 15:24,25

Na Guerra Espiritual não existe um lugar neutro. Todos estão envolvidos. Nesta guerra enfrentamos inimigos invisíveis. Neste estudo vamos examinar estes nossos inimigos invisíveis.

De acordo com a classificação de espírito, alma e corpo, agruparemos estes inimigos conforme a sua natureza.

  1. OS PODERES

         Na Palavra de Deus, há quatro passagens que enumeram um grupo de seres espirituais que desafiam o ser humano no plano espiritual. Eles são comumente denominados de demônios. De modo geral, reconhece-se que existem diferentes demônios. A fim de simplificar, vamos agrupar esses seres espirituais numa só categoria, que vamos denominar de “Poderes”.

Ef 6.12; 1:21; Cl 1:16; 2.15 – Destas passagens obtemos a seguinte lista:

Principados

Potestades

Dominadores deste mundo tenebroso

Forças espirituais do mal

Autoridades

Poderes

Domínios

Nomes

Tronos

Soberanias

O reino das trevas possui uma hierarquia em que os cargos superiores regem ou exercem autoridade sobre os inferiores.

Parece haver três grupos diferentes de poderes citados na Bíblia:

Os demônios – é o que atende principalmente às suas características básicas. São os dominadores deste mundo tenebroso e as forças (ou hostes) espirituais do mal.

Autoridade e poder – São os principados, potestades, autoridades, poderes, domínios, tronos e soberanias.

Nomes – Na Bíblia os nomes têm um lugar preponderante. O seu significado tem um efeito no mundo espiritual. Os nomes dos filhos e até dos lugares no Antigo Testamento não eram escolhidos a esmo ou por moda, mas sim, pelo seu significado, e o nome afetava a vida de quem o levava.

 

  1. ESPÍRITOS TERRITORIAIS

Atualmente, o conceito de “espíritos territoriais” é amplamente reconhecido. A evidência bíblica e também prática tem mostrado que é um conceito das Escrituras de suma importância.

Um exemplo de espírito territorial encontramos em Marcos 5, o episódio que narra a libertação do endemoninhado gadareno. Ele possuía uma legião de demônios. Este termo significa “indeterminado e grande número de pessoas ou espíritos”. Essa legião de demônios exercia uma autoridade que ultrapassava as limitações daquele homem. Sua autoridade ia para além do domínio sobre aquele homem. Tratava-se exatamente do que chamamos hoje de espírito territorial, ou seja, um demônio que tem uma área de autoridade territorial geográfica. Vamos ler os versículos 1-9. Podemos verificar no verso 10 que o espírito “rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país”. O espírito imundo desejava ficar naquela área ou território porque desfrutava de um privilégio que não teria em outra parte. É o que entendemos como autoridade territorial.

Uma vez liberto o gadareno quis seguir a Jesus. Mas Jesus não permitiu. Ele disse-lhe: ” Vai para tua casa e para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez, e como teve compaixão de ti”.

O gadareno foi e pregou o evangelho em Decápolis – que significa “dez cidades”. O poder que aquele espírito imundo exercia sobre Decápolis tinha sido quebrado.

Esta verdade nos conduz ao conceito de “valente”. Essa expressão muito particular, aparece nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas no contexto de ensino a respeito de demônios (Mt 12:29).

O valente pode ser um ser humano que realizou um pacto com o Diabo ou com certos demônios, a quem, como consequência deste pacto, foi dado o domínio espiritual sobre determinado território. São pessoas que se dedicam a construir linhas de comunicação com o Diabo. Normalmente são chamadas de bruxos e feiticeiros. São homens e mulheres que, com o afã de adquirir poder, louvam e adoram a Satanás e fazem pactos com ele. O resultado disso é o que encontramos descrito na Bíblia como “valente”. É uma pessoa “ligada” a Satanás, que o serve, e por meio de quem o Diabo exerce autoridade e poder sobre um território, sobre uma comunidade ou sobre um grupo social. Quando o valente é vencido em determinado território, seus habitantes ficam livres para receber a luz do evangelho.

Há mais duas passagens bíblicas que, se forem estudadas cuidadosamente, darão uma maior compreensão quanto ao tema da territorialidade de espíritos. São elas: 2Rs 17.24-28 e Dn 10.12-14, 20,21.

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