O Governo da Igreja Local – Luciano Subirá – Parte 1

 

 

Quem governa a igreja local?

Cada denominação ou segmento evangélico tem sua forma de governo. De forma geral, encontramos duas distintas formas de governo. Algumas igrejas centralizam tudo numa só pessoa, o pastor; enquanto outras dão autoridade a um grupo eleito pelos membros que os “representam” e decidem tudo, cabendo ao líder acatar suas decisões. Um deles julga que o governo não deve estar sobre um só homem (o pastor), e sim com um grupo que fiscalize e cobre do líder; o outro grupo, por sua vez, nega qualquer prestação de contas e permite ao líder fazer o que quiser e como quiser.

Por um lado entendemos que ninguém deve governar sozinho, sem prestação de contas, e por outro, que nenhum grupo, por maior que sejam as suas boas intenções, deve tentar assumir a posição de autoridade que Deus concedeu ao governo espiritual da igreja. A Bíblia é clara quanto a quem governa e como governa:

“Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino”

I Timóteo 5:17.

Em primeiro lugar, o texto fala quem governa: o presbítero. Em segundo lugar, o texto fala como se governa: em equipe (note o termo plural: “os presbíteros”).

Ao usar o termo presbítero – palavra grega que significa “ancião” – a Bíblia fala da maturidade necessária para se liderar. O apóstolo Paulo escreveu a seu discípulo Timóteo e lhe disse: “Ninguém despreze a tua mocidade”, indicando que a maturidade não era vista somente do ponto de vista cronológico, mas acima de tudo espiritual.

O presbitério

Entendemos que nenhum homem deve governar uma igreja sozinho, pois o modelo do Novo Testamento nos fala de um corpo, um conselho de anciãos que decidem juntos; as Escrituras chamam este corpo de presbíteros de “presbitério”. Na Bíblia, a palavra presbítero só aparece no singular quando se trata de uma menção de seu caráter; fora isto, todas as outras referências estão no plural “presbíteros” ou “presbitério”.

O livro de Provérbios nos declara que “na multidão dos conselheiros há segurança” (Pv.11:14); além de que, numa equipe há equilíbrio de ênfases, de ministérios, de motivações, etc. Contudo, é necessário que haja uma voz maior, quando as coisas não se resolvem espontaneamente, como no caso do Concílio de Jerusalém, quando Tiago se levantou e deu um parecer final sobre a questão em discussão. Isto concorda também com o que encontramos nas cartas às sete igrejas da Ásia, no Apocalipse, onde Jesus se dirigia ao “anjo” (mensageiro) da igreja; alguém responsável por ser a voz maior na igreja. A este membro do presbitério que se destaca em momentos de decisões mais delicadas e que tem a responsabilidade de ser o anjo da igreja, chamamos de “sênior”.

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